Nos últimos anos, a Inteligência Artificial (IA) tem revolucionado diversos setores, e a educação não é exceção. As Instituições de Ensino Superior (IES) estão enfrentando o desafio de incorporar essa tecnologia em suas práticas pedagógicas, o que exige uma reformulação dos saberes e competências dos professores universitários. No artigo “Os Saberes Docentes do Professor Universitário em Tempos de IA”, publicado por professores da Faculdade Anasps, é ressaltada a necessidade de os docentes se adaptarem a essas novas demandas e, mais importante, desenvolverem uma postura crítica e inovadora frente à IA.
De acordo com o estudo, o perfil do professor universitário está em constante transformação. Se antes o papel era majoritariamente de transmissor de conhecimento, agora o docente assume a posição de facilitador da aprendizagem, mediador e investigador. Isso implica na necessidade de adaptação às novas tecnologias, como a IA, que pode personalizar o ensino e automatizar tarefas administrativas. No entanto, essa adaptação exige mais do que a simples utilização de novas ferramentas – ela demanda uma compreensão ética e pedagógica mais profunda sobre os impactos da IA no processo de ensino e aprendizagem.
O artigo destaca que, para integrar a IA de maneira eficaz no ensino superior, os professores precisam desenvolver novas competências. Entre elas, a habilidade de analisar grandes volumes de dados educacionais, permitindo uma tomada de decisão mais informada sobre o desempenho acadêmico dos alunos e a eficácia das práticas pedagógicas. Além disso, a IA pode auxiliar na criação de experiências de aprendizagem imersivas, utilizando recursos como realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR), o que enriquece o conteúdo educacional e aproxima os estudantes de contextos práticos simulados.
Para os autores, o sucesso na integração da IA depende de uma formação contínua e robusta, que prepare os professores para as mudanças tecnológicas e pedagógicas. A formação inicial, por si só, não é suficiente para lidar com as inovações constantes; é preciso que as IES ofereçam programas de desenvolvimento profissional contínuo, que estimulem a experimentação de novas metodologias e promovam uma cultura de inovação e colaboração entre os docentes.
Um ponto importante abordado no artigo é a necessidade de um uso consciente e ético da IA na educação. O professor deve atuar como um agente crítico, não aceitando a tecnologia de forma acrítica, mas utilizando-a de maneira reflexiva para aprimorar suas práticas. Isso inclui questionar as implicações éticas e sociais do uso de IA, garantindo que o processo de ensino e aprendizagem seja enriquecido sem comprometer os princípios educacionais.
O uso da inteligência artificial na educação superior representa uma oportunidade única para transformar o ensino e preparar os alunos para os desafios da era digital. No entanto, essa integração só será bem-sucedida se os professores universitários desenvolverem as competências necessárias e adotarem uma postura inovadora e crítica frente às novas tecnologias. A Faculdade Anasps, ao refletir sobre esses desafios, se coloca na vanguarda da Educação Superior, preparando seus docentes e alunos para um futuro cada vez mais conectado e tecnológico.
Referência: ARNONI, Thais Hoffman et al. Os Saberes Docentes do Professor Universitário em Tempos de IA. Faculdade Anasps, 2024.

A faculdade dos servidores e futuros servidores públicos.
A Faculdade Anasps é uma Instituição de Ensino Superior que nasce no cenário educacional do Distrito Federal, precisamente na área central de Brasília, com a finalidade de cumprir com um dos objetivos de sua Mantenedora, a Anasps – Associação Nacional dos Servidores Públicos, da Previdência e da Seguridade Social, qual seja, o de promover o ensino, a pesquisa e a extensão na área da Previdência, da Gestão Pública e do Direito, como também em outras áreas do conhecimento.


